Os militares relataram que pediram para que o homem liberasse os filhos e saísse do apartamento, mas o suspeito não obedeceu. De acordo com o tenente coronel e comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar de Cachoeiro de Itapemirim, comandante Palaoro, a Força Tática foi acionada para prestar apoio durante a ocorrência. Ainda durante as negociações, o pai ameaçou incendiar o imóvel com o gás aberto. Pelo menos seis viaturas da PM também foram ao local.
“Nós fomos acionados para uma ocorrência de violência doméstica. A mulher já não estava mais na residência quando chegamos e o homem mantinha os dois filhos em cárcere, reféns. Ele não atendeu ao pleito dos policiais, dizia que ia incendiar a casa e a situação foi ficando difícil. A abordagem demorou um pouco mais por causa da agressividade do suspeito. E é um momento que há necessidade da iniciativa dos policiais, se não a situação pode piorar. Nós chamamos, então, o Batalhão de Missões Especiais de Vitória para uma possível intervenção”, explicou o comandante.
Quando o suspeito viu a movimentação policial ao redor do apartamento, o homem reagiu e avançou contra os PMs, que atiraram com uma arma de incapacitação neuromuscular (Taser 7).
“Diante da ameaça e como ele não deixava os policiais intervirem, a negociação continuou e a equipe precisou intervir para preservar a vida dos filhos e do agressor. Esse armamento utilizado é menos letal justamente para evitar lesões na pessoa transtornada”, destacou o comandante.
Após o disparo, o pai foi detido, algemado e levado para a Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim sem lesões significativas, e precisou de atendimento para pequenas escoriações decorrentes da resistência e da contenção.
A mulher e os filhos foram liberados e encaminhados para a delegacia.
O g1 entrou em contato com a Secretaria de Justiça (Sejus), que informou que, por se tratar de um homônimo, não conseguiria divulgar mais detalhes. A PM disse que o homem já tinha passagem anterior pela Lei Maria da Penha e também já havia fugido do sistema prisional.
Já a PC informou que o suspeito, de 43 anos, conduzido à Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim, foi autuado em flagrante por vias de fato, ameaça, violência psicológica e dano ao patrimônio, todos na forma da Lei Maria da Penha.
Ele também foi autuado em flagrante por cárcere privado na forma da Lei Henry Borel e cárcere privado e resistência. Após os procedimentos de praxe, ele foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de Cachoeiro de Itapemirim.
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