A pimenta-do-reino ganhou destaque na programação da Feira Internacional do Café Conilon (FICC) 2026, realizada entre os dias 8 e 10 de outubro, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Pela primeira vez na história do evento, tradicionalmente voltado à cadeia produtiva do café conilon, a especiaria contou com um painel exclusivo para discutir os desafios e as oportunidades do setor.
O debate foi conduzido pela Associação Brasileira de Pimenta do Reino e Especiarias (BSA), na sexta-feira (9), com a participação de Frank Moro e Aureliano Nogueira. Entre os temas abordados estavam segurança dos alimentos, rastreabilidade, sustentabilidade e controle de resíduos, fatores importantes para a manutenção e a ampliação das exportações brasileiras.
O encontro ocorreu em um momento de relevância econômica para a cultura no Espírito Santo, considerado o maior produtor brasileiro de pimenta-do-reino. Segundo dados estaduais divulgados pela organização do evento, as exportações da especiaria somaram US$ 296,6 milhões entre janeiro e outubro de 2025.
Além da pimenta-do-reino, o Estado também produz pimenta-rosa, obtida da aroeira, ampliando sua participação no mercado de especiarias.
Exportações e exigências internacionais
Durante a discussão, a necessidade de adequação às exigências dos mercados internacionais esteve entre os pontos centrais. Países compradores, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, exigem atenção crescente aos padrões de qualidade, à segurança alimentar e à rastreabilidade dos produtos.
Esses requisitos representam desafios para produtores, empresas exportadoras e demais integrantes da cadeia produtiva, mas também são fundamentais para ampliar a competitividade da pimenta capixaba no comércio exterior.
Integração entre café e outras culturas
A inclusão da pimenta-do-reino na programação da FICC ampliou o debate sobre a diversificação da economia rural capixaba. A iniciativa aproximou duas atividades importantes para o agronegócio regional e abriu espaço para discutir investimentos, inovação e oportunidades de mercado.
Ao longo dos três dias, a feira também reuniu debates sobre cooperativismo, mudanças climáticas, inovação na secagem do café, mercado, infraestrutura portuária, logística e investimentos no Norte do Espírito Santo.
A programação foi encerrada no sábado (10), com atividades de campo e visitas técnicas voltadas ao café conilon e às pimentas, além de ações relacionadas ao turismo de experiência.
A FICC 2026 foi realizada pela Adetur, em parceria com a Prefeitura de São Mateus, com apoio do Sebrae e participação institucional de entidades ligadas ao agronegócio capixaba.
A realização do painel sobre pimenta-do-reino reforçou a importância de ampliar o espaço de outras culturas agrícolas em eventos do setor, valorizando a produção regional e discutindo caminhos para fortalecer a competitividade dos produtos capixabas no mercado nacional e internacional.



















































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