Um ex-funcionário do Banco Master e dirigente da Tirreno, instituição financeira usada pelo banco de Daniel Vorcaro para captar R$ 12,2 bilhões em créditos falsos vendidos ao Banco de Brasília (BRB), é suspeito de envolvimento com um esquema de lavagem de dinheiro por meio de bets ilegais. Em paralelo aos negócios com Vorcaro, André Felipe de Oliveira Seixas Maia, de 54 anos, atuava como principal sócio de uma empresa apontada pela Polícia Civil de São Paulo como “peça central na engrenagem financeira” de uma organização criminosa de jogos de azar ilegais.
A defesa do empresário afirma que ele não cometeu qualquer ilícito e que isso ficará demonstrado no decorrer da investigação.
A existência do inquérito foi inicialmente revelada pelo SBT News. A investigação, a qual o Estadão também teve acesso, tramita em sigilo.
O parceiro de Vorcaro deixou formalmente a intermediadora de pagamentos Silium dias após policiais da divisão contra estelionato do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) irem à sede da empresa para tentar intimar os responsáveis.
Uma semana depois da visita dos policiais, realizada em 12 de março de 2025, André Maia e mais três sócios — entre eles um de nacionalidade coreana — renunciaram à empresa. Que mudou de nome e passou a se chamar Nuoro Pay.
Para a polícia, as medidas “sugerem tentativa de reorganização societária ou ocultação da verdadeira estrutura de controle da empresa. Possivelmente em resposta às medidas de persecução adotadas”.
Nessa época, o BRB vinha comprando carteiras de crédito do Master, mas que eram originadas pela Tirreno, empresa da qual André Maia constava como diretor — além de ter sido funcionário do Master até março de 2022.
Ele também é acusado de fornecer documentos falsos ao Banco Central, com intuito de ludibriar a autoridade monetária.



















































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